sábado, 17 de abril de 2010

Review - Wicked Lovely, Melissa Marr

Autor:Melissa Marr

Editora:Harpercollins Childrens Books

Este foi o primeiro livro que li sobre fadas. É certo que as Brumas de Avalon também tocam nesse ponto. Mas não se debruçam sobre ele.
As fadas que surgem nos livros da Marr são tal como as imagino. Irascíveis. Boas. Más. Imensas. Voláteis.
Lamentavelmente, embora me tenha afeiçoado às fadas, não posso dizer o mesmo sobre a Ash ou o Seth. O que me roubou parte da diversão.
Eu sempre tive alguma dificuldade em me ligar a personagens femininas. No entanto, considero que o Seth também não é um personagem que a Marr tenha desenvolvido particularmente.
Ainda assim, a escrita é cativante e em breve estava tão empenhada em descobrir o final, que nada importava.
Para além de que eu e a Ella_Raven temos a triste sina de descobrir os finais dos filmes/livros/whatever. Desta vez, não descobri absolutamente nada.
Fui completamente ownada. lol
Só pelas fadas este poderia ser dos meus livros favoritos. Tudo o resto vem por acrescento.
Aconselho vivamente.

8,5 sonhos vividos em 10


quinta-feira, 4 de março de 2010




Como todos os leitores deste blog já têm conhecimento (e podem sempre consultar a meiga lista lateral com os blogs que frequento) eu tenho uma presença muda na blogoesfera estrangeira de reviews onde me informo e posso ter uma noção do que está a ser editado.
Lamentavelmente, tenho ficado intrigada com dois fenómenos mais ou menos generalizados que me criam algumas questões relativamente à idoneidade e ao genuíno amor pelos livros de alguns destes reviewers.
Senão, vejamos:

1 - Muitas das reviews que leio iniciam-se com a frase "este livro foi alvo de um hype (excitação, rumores positivos) imenso mas para mim falhou redondamente pelos motivos x, y e z. os personagens são ocos, a escrita é subdesenvolvida, etc etc. fiquei desiludid@. no entanto, vou certamente comprar o segundo livro porque estou curiosa em relação a xpto."
Convenhamos. Eu quando não gosto de um livro não vou simplesmente comprar o segundo porque está na moda... Enfim

2 - Outra questão que me deixa à beira de uma crise nervosa são os movimento anti-hype que são tão ridículos quanto o próprio movimento de hype por si só.
Pessoas que gostam de um determinado livro não vão deixar de gostar apenas e tão somente porque sim.
Um dos exemplos desta situação foi um post que detectei que mostra a imagem acima de uma rapariga que tatuou um excerto do
Lua Nova nas costas. Pessoas demonstraram-se logo indignadas e aproveitaram para reafirmar que em tempos gostaram do Twilight mas já não gostam e que até ponderaram deitar os livros fora.

Really? Tenham dó. Para mim esta situação é tão ou mais ridícula que os excessos que vemos cometer pelas fãs do Twilight.
Quem é que deixa de gostar de um livro apenas e tão só somente porque sim?
Fica a imagem para apreciação.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Novos mundos - Wicked Lovely


Regra #3 Não observes as fadas invisíveis. Aiislinn sempre viu fadas. Elas caminham escondidas no mundo mortal, poderosas e perigosas. Aisliin teme a sua crueldade – especialmente se elas descobrirem a sua Visão – e deseja ser tão cega à sua presença como os outros adolescentes.

Regra #2 Não fales para as fadas invisíveis. Agora as fadas estão a persegui-la. Uma delas, Keenam, que é igualmente aterrador e fascinante, tenta falar com ela e pergunta questões que Aislinn sente receio de responder.

Regra #3 Nunca atraias a sua atenção. Mas é demasiado tarde. Keenam é o Rei do Verão que procurou a sua rainha por nove séculos. Sem ela, o próprio Verão vai perecer. Ele está determinado a tornar Aislinn na sua Rainha do Verão a qualquer custo – independentemente dos planos ou desejos que ela tenha.

Subitamente nenhuma das regras que mantiveram Aislinn segura, deixam de funcionar e fica tudo em risco: a sua liberdade, o seu melhor amigo, Seth; a sua vida; tudo. Intrigas etéreas, amor mortal e o impacto de antigas regras e expectivas modernas enterligam-se neste conto de fadas do século 21.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Review - A thousand splendid suns, Khaled Hosseini

Autor:Khaled Hosseini
Editora:Bloomsbury Publishing PLC
Ano:2007

Uma vez que não encontrei uma sinopse digna eu própria farei uma.
A thousand splendid suns ou um milhar de esplêndidos sóis, fala de duas mulheres afegãs e de como o destino pode cruzar duas linhas separadas e torná-las unas e com sentido.
Este é um livro sobre a guerra. Sobre amor. E desamor. Sobre sacríficio e desespero e aceitação. Comodismo, também.
O horror de um país afogado em divisão e fundamentalismo. Mas também esperança, coragem. A força imensa de viver.
Mariam e Laila são duas das personagens femininas que realmente eu senti, que o meu coração se apertou e chorou por elas e com elas. Infelizmente, as personagens femininas que me tocam são poucas.
Este é um livro do qual não esperava nada em particular a não ser que fosse bom. E não é bom. É uma tatuagem na mente, um soco no estomâgo, é poesia a atravessar como uma bala.

Com Mariam começamos a conhecer o Afeganistão dos soviéticos. O Afeganistão do povo e da libertação. E com Laila a guerra vai crescer-nos no peito, vai apertar-nos a garganta, vai rugir-nos aos ouvidos.
Acompanhamos a vida imensa destas duas mulheres e dos PoV o evoluir e regredir de uma guerra e de um país.
Este é um livro que se cola no nosso olhar e nos faz ter vergonha de estarmos quentes, te termos comida, de sabermos o que é estar seguro.

Se têm dentes e unhas e força de agarrar as palavras e mordê-las e sangrar com elas este é o livro das vossas vidas.
Longe existem países assim e pessoas assim. Que lutam, que rasgam, que sobrevivem.


9 sonhos vividos em 10

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Whitewashing





Um dos fenómenos que tem suscitado opiniões e movido os bloggers do estrangeiro a tomar posição é precisamente o de branquear as capas dos livros. Por coincidência (ou talvez não) duas situações mais faladas foram de dois livros da editora Bloomsbury.

O branqueamento de uma capa, ou
whitewashing , consiste em utilizar uma modelo de tez branca quando o livro trata de uma personagem negra ou de outra etnia. Pressupõe-se que esta opção esteja relacionada com o receio de que os livros não se vendam da mesma forma ou não sejam tão bem aceites no mercado.
É uma realidade que a imagem continua a ser preponderante na nossa sociedade.
Outro argumento igualmente válido é o de que muitas das pessoas que são escolhidas para ilustrar uma capa (especialmente se recorrerem a modelos e fotografias) não têm sequer uma ideia concreta da estória e dos protagonistas.

Erro ou negligência pura, a verdade é que a polémica está gerada. Aqui ficam as alterações pós-discussão:





Bom fim de semana

Como podem constatar, adicionei blogs favoritos ao mundo do outro lado do espelho.
São sobretudo blogs estrangeiros que são os que leio diariamente e que me mantém por dentro das novidades lá por fora.
Se conhecerem bons blogs portugueses, não hesitem.
Partilhem.

Também coloquei do vosso lado esquerdo o livro que estou a ler no momento.
Devo dizer que até agora estou a gostar imenso.

Quando terminar deixo aqui uma apreciação.
Bom fim de semana a todos.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Novos mundos - Beautiful Creatures



Não existem surpresas em Gatlin County.
Nós somos claramente o epicentro do meio de nenhures.
Pelo menos, era o que eu pensava.
Acontece que não podia estar mais errado.
Existe uma maldição.
Existe uma rapariga.
E no fim, existe uma campa.
Lena Duchannes é diferente de todas as pessoas que a pequena cidade do Sul, Gatlin, já viu e luta para conter o seu poder e a maldição que assombrou a sua família durante gerações.
Mas mesmo dentro dos jardins demasiado desenvolvidos, os lagos nebulosos e as campas decadentes do esquecido Sul, um segredo não pode ser escondido para sempre.
Ethan Wate, que tem vindo a contar os meses até a sua fuga de Gatlin, é assombrado com sonhos de uma linda rapariga que nunca conheceu. Quando Lena se muda para a plantação mais infame e antiga da cidade, Ethan é inexplicavelmente atraído para ela e toma a decisão de descobrir qual a ligação entr e eles.


Novos mundos é uma nova categoria em que vos vou apresentar as últimas aquisições.
Como já é sabido, as minhas compras focam-se principalmente em literatura estrangeira.
Ainda assim, como o blog é em português de Portugal, tentei traduzir (dentro das minhas limitações, como é óbvio) a sinopse das Belas Criaturas (eu sei, o inglês trauzido à letra perde todo o seu rigor lol).

Este é um livro que reúne consenso nos blogs de reviews estrangeiros e que tem a particularidade de ser escrito por duas escritoras e ter um PoV estritamente masculino.
Tenho algumas expectativas neste pequeno, portanto comprei-o em pre-order.
A capa é líndissima, devo dizer-vos que é muito mais bonita ao vivo.
Aguardem um review em breve, num mundo perto de si ;)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Been there, done that? parte II



Este é outro exemplo de um livro que se encontra na minha wishlist, o Sing me to sleep em que depois existe uma capa perfeitamente idêntica de um livro completamente distinto.
Fico intrigada.
É certo que lá fora são editados diversos livros por ano...mas francamente :/
Esta situação rouba personalidade a uma capa. E é impensável pelas terras de Portugal. Lamentável.

O beijo do Highlander






















Estas são as diferentes encarnações do Beijo do Highlander nos países de origem.
Sem dúvida que prefiro a opção da Saída de Emergência.
Aliás, a Saída de Emergência tem sempre optado por capas lindíssimas.
E toda a gente nos conhece sabe que somos cover whores. :x
lol

Review - O beijo do Highlander, Karen M. Moning

Autor:Karen Marie Moning
Editora:Saída de Emergência
Ano de Edição: 2008
Sinopse
Exausta do trabalho e saturada do quotidiano, Gwen Cassidy decide marcar uma viagem à Europa. O destino escolhido são as verdes Highlands da Escócia. Mas a esperança de encontrar o homem dos seus sonhos desvanece quando percebe que a sua fantástica viagem é afinal uma excursão de idosos. Frustrada, decide deambular sozinha pelas colinas de Loch Ness, onde acaba por escorregar e cair numa caverna há muito abandonada.

Nessa caverna, jaz Drustan Mackeltar, um lorde escocês adormecido por um feitiço há quinhentos anos, que começa a desenvolver um sentimento controverso pela fascinante personalidade de Gwen. Irreverente e impulsiva, ela não é nada como as mulheres que se cruzaram na sua vida. Será ela uma mulher à altura de um lorde como Drustan?


Review
O beijo do Highlander captou-me praticamente desde as primeiras páginas.
Drustan é o homem que todas as mulheres, virgens ou menos virgens, sonham encontrar *suspiro*
Gwen é uma mulher forte mas com uma personalidade clishé.
De facto, nada no livro é particularmente surpreendente. E ainda assim, queremos virar mais uma página, ver a reacção dele, suspender a respiração enquanto ele a agarra (e imaginar meias babadas que é connosco :x).
Às vezes queremos ler livros que nos fazem pensar, que pesam no coração e na alma. Que nos rasgam por dentro.
E às vezes, queremos sonhar, deixar a alma voar e esquecer simplesmente este mundo e esta dimensão.
Essa viagem empreendi-a com o beijo do Highlander.
O livro oscila entre o PoV da Gwen e do Drustan. Confesso que me sinto menos à vontade em ler o PoV de um homem, como se não conseguisse totalmente apreender a forma como pensam.
Em suma, se procuram um livro com um plot muito intenso ou intricado, este livro não é para vocês.
Mas se pretendem romance e erotismo, não hesitem. Este é dos melhores.

8,5 sonhos vividos em 10

ps - O final é excelente a abre a porta a novos contos :x e sim...adorei :x lol

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Review, Filha do Sangue - Anne Bishop

Sinopse:

‘’Há setecentos anos atrás, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões. Agora o Reino das Sombras prepara-se para a chegada dessa mulher, dessa Feiticeira que terá mais poder do que o próprio Senhor do Inferno. Mas a Rainha ainda é nova, passível de ser influenciada e corrompida.E quem controlar a Rainha controlará o mundo. Três homens poderosos — inimígos de sangue — sabem isso. Saetan, Lucivar e Daemon apercebem-se do poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. E assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, onde as armas são o ódio e o amor. E o preço pode ser terrível e inimaginável.''



Neste livro somos apresentados ao Reino das Sombras, a várias hierarquias dos Sangue e a diversos personagens pertencentes a este mundo.

Num primeiro volume da Triologia das Jóias Negras, o Reino das Sombras aguarda a chegada de uma Rainha, a Feiticeira que terá mais poder que todas as outras, uma mulher que mudaria o rumo maligno tomado até então.

Mas o que aconteceria se a Feiticeira se revelasse algo um pouco diferente do que era esperado? E é aqui que a história de Jaenelle a nossa protagonista começa. É aqui que o seu caminho se cruza com Lucivar, Daemon e Saetan. E o Reino das Sombras nunca mais será o mesmo.

Anne Bishop prima essencialmente pelos seus mundos e personagens. Ninguém nos é indiferente. Amamos e odiamos as muitas pessoas que nos passam pelas folhas escritas. Uns mais que outros, mas simplesmente não há uma que não nos diga nada.

A sua escrita é bastante única, fluente e agradável. Ela consegue descrever os locais de forma a que os consigamos visualizar perfeitamente sem ser cansativa ou demasiado pormenorizada.

Este livro remete-nos a um mundo no qual eu gostaria de viver.


9,5 sonhos vividos em 10



sábado, 23 de janeiro de 2010

Review, Os filhos do afecto - Torey Hayden

Sinopse
"Depois de A Criança Que Não Queria Falar e A Menina Que Nunca Chorava, Torey Hayden regressa às lides literárias com casos de crianças problemáticas. Agora não é uma, mas são quatro as situações de meninos que sofrem desequilíbrios emocionais e que Hayden ajudou a ultrapassar e a transformar numa família coesa através da entreajuda e da partilha de experiências. As crianças foram deixadas ao seu cuidado porque mais ninguém queria lidar com a sua diferença. O grupo era composto por um rapaz autista que repetia as palavras das outras pessoas e nada mais dizia, uma menina de sete anos com danos cerebrais provocados por maus tratos familiares, um menino de dez anos traumatizado por ter visto a madrasta matar o pai e uma rapariga de doze anos que foi expulsa de uma escola católica quando ficou grávida. Com a ajuda da professora Torey Hayden, estas crianças conheceram o poder do amor e encontraram uma estrutura sólida sobre a qual se puderam desenvolver saudavelmente"

Review
Filhos do afecto é um livro poético e arrasador.
A Torey tem a imensa capacidade de nos abraçar com as suas palavras e a sua ternura, a paixão imensa com que defende as suas crianças.
O livro fala-nos de casos reais, ligeiramente modificados para que as pessoas em causa não se sintam completamente expostas.
Neste livro, é-nos dado a conhecer os casos de quatro crianças tão diferentes e tão unidas por uma causa comum: o serem diferentes.
É disso que a Torey nos fala. Diferença. Amar a diferença, compreender a diferença, empatizar com a diferença.
Quando terminei aquele livro senti que amava aquelas crianças. Senti que queria protegê-las, dizer-lhes que a diferença pode ser tão bela.
A estrutura narrativa do livro é um PoV na primeira pessoa, com uma narrativa imponente e cativante.
Confesso que não tinha muitas expectativas, mas fiquei deliciada.
Existem livros assim. Sonhos que nem imaginávamos que poderíamos sonhar.

9 sonhos vividos em 10

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Review, Conflito - L. J. Smith

Sinopse:
"Elena descobre que, mais perigoso do que amar um vampiro, é ser desejada por dois. Damon persegue-a, procurando aliciá-la com promessas de poder e vida eterna. Stefan tenta desesperadamente protegê-la do irmão. E Elena acaba por partilhar o seu sangue com os dois vampiros. O CONFLITO entre irmãos reacende-se. Enquanto Elena se deixa consumir pela dúvida e a tentação de escolher um dos irmãos, Stefan percebe que a única maneira de salvá-la das garras de Damon é quebrar o seu voto e voltar a provar sangue humano. Que irmão escolherá Elena?"

Review:
Felizmente para mim, Conflito é um livro bastante mais interessante do que o Despertar.
A escrita é o que já mencionei e os PoV utilizados são os mesmos. No entanto, confesso que consegui empatizar mais com a Elena neste livro que no anterior.
Até porque Damon surge de forma mais intensiva e mais intensa. E ele é tão perfeitamente..perfeito.
A acção neste livro também decorre de forma mais fluída, causando uma sensação mais premente de querermos saber o que vem a seguir.
Uma das falhas que continuo a verificar e não tive oportunidade de referir anteriormente, é que a autora dedica muito pouco tempo a desenvolver as personagens secundárias. Exceptuando o Matt (ex-namorado e promitente melhor amigo) e, de certa forma, a Bonnie (melhor amiga e médium), todos os restantes personagens são completamente flácidos.
Existem tão somente para fazer a estória acontecer, não têm qualquer personalidade própria e são lamentáveis.
Esta é, sem sombra de dúvida, uma das maiores falhas da L. J. Smith. Não consigo aferir se nas outras sagas da autora o problema se mantém mas nesta é flagrante.
Resumindo, Conflito é uma continuação mais bem conseguida do que o original. O triangulo entre Damon, Elena e Stephan finalmente toma forma, é aqui que se assumem as equipas (já reparam que sou completamente equipa Damon :x) e que criamos expectativas para os livros que se seguem.
Aviso que o final é surpreendentemente brutal.


8 sonhos vividos em 10

domingo, 10 de janeiro de 2010

Despertar em diferentes encarnações

A capa do Despertar na sua versão inglesa.

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A capa do Despertar e do Conflito no Reino Unido numa junção dos livros

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Review, Despertar - L J Smith

Editora: Planeta
Ano de edição em Portugal:
2009
Ano de edição:
1991

Sinopse

Na Itália renascentista, os irmãos Stefan e Damon Salvatore enfrentam-se pelo amor de uma jovem. Séculos mais tarde, voltarão a fazê-lo por Elena Gilbert, uma das suas colegas de liceu, que desconhece a sua verdadeira identidade. Stefan Salvatore, o novo aluno de Fell’s Church, arrasta com ele um passado misterioso, e também alguém que apenas deseja vingança, o seu irmão Damon: são mais do que irmãos de sangue e o seu ódio ultrapassa as barreiras do tempo… Agora procuram reproduzir um mortífero triângulo amoroso que tem no centro Elena, a jovem mais popular do liceu.

Review

Despertar é o primeiro livro das primeiras Crónicas Vampíricas de L. J. Smith.
Seguidamente temos o Conflito, Fúria e Reunião Sangrenta. Ainda não existem garantias que será traduzido o primeiro livro das novas Crónicas Vampírias, o The Return, que pode ser traduzido como O Regresso.
Despertar é escrito do PoV (Point of View ou Ponto de Vista) de Elena e de Stefan alternadamente e conta-nos a estória de um vampiro à procura de redenção e de uma rapariga que tem tudo, inclusivamente, um vazio profundo na alma.
Elena é uma adolescente loira, de olhos azuis profundos e rainha do seu liceu. E Stefan é o homem que irá tornar a sua vida perfeita em algo mais do que meramente enfadonha.
Confesso que me senti ligeiramente desiludida com este livro. Tinha uma ideia clara do que esperava (se bem que a vida ensinou-me a não esperar muito sobre nada) devido à série televisiva que, de facto, pouco em comum tem com os livros (aguardem um novo post sobre este assunto).
Elena é uma rapariga fútil, amargurada pela morte dos pais e em busca de algo diferente, algo que a confronte consigo mesma. O que poderia ser um ponto interessante se não fosse neglicenciado. Stefan é um vampiro transtornado pelo seu destino em conflito consigo próprio e com o passado. Lamentavelmente não consegui empatizar particularmente com nenhum dos dois. Elena é descrita como uma personagem forte, mas não vejo evidências claras que assim o seja. E o Stefan.. bem é o Stefan.. Não existem camadas suficientes na sua personalidade para que eu realmente me importe com ele.
Mas não desesperem...porque existem o Damon. E sim, o Damon é um personagem muito bem conseguido que, infelizmente para nós, surge pouco neste primeiro livro.
Outra questão que me levantou algumas reticências foi o romance entre a Elena e o Stefan, porque de facto, não senti faíscas, não fiquei empolgada pelo primeiro beijo. Simplesmente aconteceu, como um capricho da nossa Elena e não amor como nos é descrito.
As únicas faíscas que senti foi mesmo quando ela se encontra com o Damon. E dessa relação, para mim, vive todo o livro.

A linguagem é acessível, talvez até demasiado coloquial. Não esperem grandes momentos de filosofia e reflexão ou frases realmente inspiradoras. O livro é um YA (Young Adult ou Adolescentes) naquilo que os YAs podem ter de pior, no que concerne a linguagem e ritmo. Convém ainda não esquecer que o livro data de 1991, portanto também temos de o enquandrar na sua época de edição.

Resumindo, esperava mais. Irei ler a continuação da tetralogia, até porque a Ella_Raven comprou-a e eu gosto demasiado do Damon. Mas é um livro que se lê somente uma vez.

7 sonhos vividos em 10



Been there, done that?

Uma das características que me intriga nos livros nos Estados Unidos e no Reino Unido é que algumas das capas são mesmo muito idênticas.
Vejamos um exemplo grotesco:


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Na minha opinião é lamentável. As 3 capas estão bem conseguidas, mas honestamente... não haveriam outras opções?
Boa tarde caros Dreamwalkers,

Eu sou a Ella Raven.
Pretendo acompanhar-vos ou guiar-vos numa viagem ao meu mundo literário, enquanto a Fairy irá conduzir-vos numa viagem literária um pouco mais vasta linguísticamente falando, uma vez que ela lê também em Inglês.

Em muitas ocasiões verão que o nosso caminho se cruza, pois ela lê muitos dos meus livros. Por isso será natural se encontrarem por aí reviews minhas a dizer que determinado livro é bom, e outra dela a dizer que o mesmo livro é miserável. Uma quesão de gostos.

Como já foi dito pela Fairy, eu apenas leio em Português, gosto muito da minha língua materna. Mesmo os livros sendo mais caros, mesmo chegando cá poucos em relação ao que é lançado lá fora. Eu gosto muito de ler em Português. De sonhar em Português.

Espero que se identifiquem com o que lerem.
Critiquem o que vos desagrada.
Comentem o que gostam.

O mundo do outro lado do espelho, foi criado para todos os que sonham, sentem, se deixam tocar por um mundo que não é o nosso.
Um mundo encontrado nas páginas de um velho ou novo livro.

Muitos mundos vos aguardam neste nosso canto.

Enquanto aqui estiverem,

''Viajem com leveza''


Ella Raven

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

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Inicia-se aqui a viagem aos mundos do outro lado do espelho.
Os mundos em que a imaginação viaja, em que temos asas e temos segredos, sonhos e infinitude.

Os mundos em que nos embrenhamos sempre que lemos.
Pretendemos, eu e a Ella_Raven darmos a conhecer os livros que amamos e os que não gostamos assim tanto. Os que vivem em nós, os que só roçam a pele num murmúrio.
Eu leio preferencialmente em inglês. Não que não aprecie ler na minha língua materna. Mas em primeiro lugar os livros são exorbitantemente mais baratos (o que é lamentável para a nossa indústria de livros) e porque creio que alguma parte da magia se desfaz nas traduções.
A Ella_Raven apenas lê em português.
Uma particularidade do meu conhecimento dos livros em inglês é que provavelmente farei reviews, falarei de livros que talvez nunca cheguem ao nosso mercado. Ou talvez cheguem apenas mais tarde.
Pretendemos criar algumas categorias. Como a wishlist, onde falaremos de livros que ainda não temos ou não lemos. Ou a uk vs usa vs portugal onde vos apresentaremos as capas dos livros. Mas isso veremos conforme o blog for avançando.

A quem chegar aos mundos que habitamos, sejam bem vindos.
E tomem uma chávena de chá. Ou de café. Como prefirem.

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